Órgãos do corpo humano-gestor-executivo

Qualquer um de nós tem órgãos vitais. A espécie humano-gestor-executiva também, porém com funções diferentes:

  • Coração
  • Pulmão
  • Estômago
  • Bolso
  • Cérebro

O coração é emocional, não funcional. Representa a paixão empregada no negócio, na relação com as pessoas, no esforço e nas conquistas. É vermelho-sangue, diretivo, executivo. Grita. Chora. Sofre. Palpita de alegria. Calado, dentro do peito, onde ele mora.

A inspiração não significa somente o ato de sugar o ar atmosférico como parte do processo respiratório. O pulmão executivo inspira ao próprio e aos outros no sentido de estimular, orientar, dar exemplo, incitar a iniciativa. Este pulmão também transpira, sua, rala. Porque assim ele pode inspirar.

A resiliência mora no estômago. A acidez após o almoço nunca é consequência dos abusos gastronômicos, mas sim das frustrações, palavras não ditas ou não propriamente ouvidas, e principalmente da hesitação, das ações não tomadas.

O bolso, e não a pele, é o mais sensível entre os órgãos do humano-gestor-executivo. Ali cabem os sonhos de uma família, e a responsabilidade de provedor. Mas o bolso, qualquer um, tem capacidade limitada. E ao contrário da pele não tem boa elasticidade. Esticar o bolso de maneira forçadas traz efeitos colaterai severos: egoísmo, ganância, consumismo, soberba, para citar alguns.

O cérebro racionaliza tudo. Lê números e relatórios, interpreta, toma decisões, ordena as execuções. Apenas seres muito evoluídos da espécie humano-executiva usam este órgão para sonhar, sintetizar emoções. Ainda que esta habilidade deveria ser a mais desenvolvida por esse órgão nessa espécie. Mais importante, é fácil alimentar esse órgão: conteúdo, experiência, teoria e prática. Com esse alimento simples o cérebro se recarrega, e se desenvolve, como um carro elétrico que auto-gera sua energia para o movimento.

Como está sua fisiologia humano-gestor-executiva? Já fez um check-up dos seus órgãos hoje?


Da impressão à experiência, como marcar seu cliente

Infinitos canais e atributos para falar mais da sua marca e um orçamento e capacidade operacional limitados… É assim na sua empresa? É assim em todas! Um modelo básico com princípios claros é o caminho para maximizar resultados.

Primeiro os dois pontos que vem primeiro: 1) defina seu mercado-alvo e desenhe a “persona” do seu cliente ou consumidor. 2) defina também sua proposição única de vendas (do inglês “USP unique selling proposition”). Entre 1 e 2 você terá definido porque aquela “persona” naquele mercado-alvo vai comprar o seu produto ou serviço e não outro concorrente direto ou indireto. Mas veja bem, tem que ser proposição, ou seja, proposta, oferta, tem que ser única, ou seja, só o seu produto ou serviço tem, e tem que ser de vendas, senão você não fatura…!

A comunicação da USP com a persona no mercado gera impressões. Impressões seguidas e bem coordenadas geram uma experiência. É assim na vida, é assim com as marcas. Ouvir no rádio 30 segundos de mensagem da sua marca gera uma impressão. Ver sua marca no ponto de ônibus gera outra. Ver conteúdo relevante associado à sua marca na web gera outra diferente. E ver sua marca através de uma pessoa que a representa, um vendedor, é mais uma impressão. Ouvir no rádio do carro enquanto passa pelo ponto de ônibus e no sinal parado interagir pelo celular, para chegar ao local onde uma pessoa representa, tudo isso com a sua marca, é uma experiência.

Exemplo B2C: Coca-Cola. Se você é alvo da velha e boa versão original, tem a marca na sua geladeira, sai de casa, vê nas fachadas de bares, vê na web, e vê o promotor bem vestido na rua levando um carrinho elétrico moderno que abastece os pontos-de-venda. E toma uma na rua onde estiver! Porque a sequência de impressões, ou melhor a experiência com a marca, é boa!

Exemplo B2B: PwC. Se você é persona no mercado alvo, vê o anúncio na revista do avião, vê a marca na web ao lado da reportagem de negócios que lê no on-line, vê o executivo deles que visita sua empresa se vestir, andar, falar e agir como você viu antes nas outras impressões. E pede uma proposta!
O que esses exemplos têm em comum: personas, mercado-alvo e proposição de venda definidos praticados uniformemente em impressões distintas. Assim se imprime uma marca, a sua, no cliente ou consumidor final.


Encantar é seguir rotina, não é improvisar!

O amor à primeira vista na era da informação é utopia. A gente até se encanta por um carro, um hotel com bom serviço, até por uma pessoa em instantes de emoção. Mas segundos depois já está com o celular na mão buscando opiniões dos outros – especialista ou não – e racionalizando a opinião. Sim, você pesquisa sobre o carro, lê revisões de outros hóspedes daquele hotel, e navega nos perfis sociais daquela pessoa encantadora, pessoal ou profissionalmente, que acabou de conhecer!

Outra realidade, essa desde a era passada, a do consumo, é que ninguém se encanta uma vez e permanece assim. Cada repetição do uso ou do consumo põe a experiência original e a imediatamente anterior à prova. Ainda que seja possível encantar no improviso, a racionalização permitida pelo acesso às informações ou a repetição do uso podem derrubar o encantamento.

Encantar, pressupõe, portanto, consistência. Encantar é ciência, não arte.

“A obra desse artista é originalmente encantadora!” Quantas ele ou ela fez antes para chegar nesta, a perfeita? O quantas depois fará que destruirão sua reputação no futuro? Ou que outras coisas não fez o artista, na vida fora da arte, que transformarão o encantamento com a obra em repulsa e rejeição à pessoa?

O artista, o atleta, o músico, o vendedor, a marca, o negócio, produto ou serviço que nos encantam, trabalham sob uma rotina exaustiva de treino e prática para errar (quase) nunca! Não são simplesmente pessoas inspiradas e motivadas. São transpiradas e direcionadas. Sim, estão suadas de tanta rotina de treinamento e prática, e (talvez auto) direcionadas por mecanismos concretos de recompensa.

Que rotina você tem no seu negócio para assegurar consistência na experiência repetida de todos os seus clientes? Não confundir com governança, reuniões, a questão aqui é se você revisa, ajusta e assegura todos os dias que o processo não vai falhar nos vários momentos da verdade de todos os seus clientes?

Que mecanismo de recompensa existe para quem segue a rotina e alcança o objetivo, de fazer resultado encantando clientes? Sim, o resultado é uma recompensa, mas também o são um sorriso, um “parabéns”, o aplauso da platéia, a emoção da torcida… quais os mecanismos que você vai empregar para direcionar à incansável prática rumo à execução encantadora?

Comece a buscar respostas por você. Se você leu até aqui, provavelmente será você o líder dessa transformação em encantar, e ser encantado!


Primeiros Passos para Criação de Valor: UNICÓRNIOS

Os Empreendedores de diferentes naturezas, em sua grande maioria, sonham em conseguir fazer o seu negócio ser reconhecido como um Unicórnio, ou seja, uma empresa que tem valor reconhecido de US$1bilhão, o mais breve possível.

Mas para que isto aconteça é altamente recomendável que, além do desenvolvimento de um bom ‘produto’, comecem a entender e se conscientizar da importância de adotar práticas de ‘governança corporativa’ na condução do projeto para que este possa ter uma vida longa, seja reconhecido como um negócio consistente e atraia muitos investimentos para que possa escalar e atingir aquela meta.

Comece por entender que, ao se reunir com seus amigos e parceiros para discutir o projeto a ser desenvolvido, estabelecendo atribuições entre cada um dos futuros sócios, você já está adotando práticas de ‘governança’. Ao dimensionar a colaboração de cada um, estabelecer como será a contribuição individual, definir o tempo de dedicação possível ao projeto, qual a capacidade financeira e de perda suportável por cada parceiro, dará mais um passo seguro na jornada de ‘governança’ do negócio.

Conversar e definir que a propriedade intelectual do que for produzido no projeto será da sociedade e não de quaisquer sócios e quais as condições para o ingresso na futura sociedade e, mais importante e quase sempre esquecido, as condições para a saída da sociedade constituída, são essenciais. Ninguém está isento do risco de algum sócio, de modo inesperado, requerer na justiça uma indenização ou ressarcimento de investimentos realizados, gerando impactos relevantes nos recursos necessários e no foco e energia dos demais empreendedores para o desenvolvimento do projeto além de repelir potenciais investidores.

O próximo passo nesta primeira etapa é um simples ato mas de fundamental importância para o futuro de todos: escrever numa folha de papel tudo isto que já foi discutido e acordado e selar entre vocês um ‘Acordo de Fundadores’.

Preparar para o surgimento de investidores interessados na sociedade obrigará os parceiros a segregar seu patrimônio pessoal e o da empresa e estabelecer regras para a atuação de sócios como executivos.

Torna-se mais importante ainda a conversão do ‘Acordo de Fundadores’ num ‘Acordo de Acionistas’ onde deverão ser abordados como será exercido o poder de controle sobre a sociedade, quais os quoruns para a tomada de decisões, o exercício do direito de voto, direitos de preferência para a compra e também para a venda conjunta de participações, além de regras para transações acionárias entre os sócios e situações de riscos como a incapacidade civil, divórcio ou falecimento de sócios e suas possíveis consequências indesejadas (ex.: Amazon).

Vamos trilhar juntos esta ‘Jornada do Unicórnio’.


Governança em Start-ups: uma primeira abordagem

GOVERNANÇA CORPORATIVA: POR QUE ELA IMPORTA PARA STARTUPS?

Você acabou de ler o tema deste artigo e, como empreendedor que acabou de ‘fechar’ com seus novos sócios o início de um empreendimento na área de tecnologia e outro na área de serviços, está se perguntando:

“O que é que a tal de Governança Corporativa tem a ver com estes negócios que estou estruturando?”

Na verdade, você já está praticando ações de Governança no seu projeto. Quando os parceiros/sócios estão discutindo qual será o objetivo do empreendimento, qual a estratégia para alcançá-lo, qual o papel de cada um e com que ‘fatia do negócio’ cada um vai ficar desde o início, isto é Governança!

O alinhamento de interesses entre as partes interessadas, como os sócios, será sempre um tema essencial para a melhor governança da organização ao longo do seu desenvolvimento.


GOVERNANÇA CORPORATIVA

A Governança Corporativa é um sistema através do qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas. Ela trata dos relacionamentos entre as partes diretamente envolvidas no negócio:

  • Donos/sócios do empreendimento,
  • Administradores (Conselhos, Diretoria),
  • Órgãos de controle (internos e externos),
  • Demais partes interessadas (clientes, fornecedores, governos etc.).

As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios básicos em recomendações objetivas, alinhando interesses com o objetivo de preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da organização. Isso facilita o acesso a recursos e contribui para a qualidade da gestão, a longevidade da empresa e o bem comum.


PRINCÍPIOS BÁSICOS DA GOVERNANÇA CORPORATIVA

Os princípios básicos que sustentam a Governança devem ser adotados não apenas pelas organizações, mas também por cada um de nós no dia a dia. Eles geram mais confiança e facilitam os relacionamentos na sociedade. Muitos empreendedores pelo país afora já aplicam esses princípios naturalmente.

1. Transparência

A transparência deve expor claramente quais são os objetivos, como está sendo o desempenho do negócio e que fatores preocupam na condução do empreendimento. Não deve se limitar apenas a cumprir exigências regulatórias, mas expressar um desejo genuíno de informar e ser transparente.

2. Equidade

A equidade se manifesta no tratamento justo e isonômico a todos aqueles que se relacionam com o negócio, considerando seus direitos, deveres, necessidades, interesses e expectativas — sejam sócios, colaboradores diretos, fornecedores ou parceiros.

3. Prestação de Contas (Accountability)

A prestação de contas está diretamente relacionada ao papel e às responsabilidades de cada envolvido no empreendimento. Cada um deve assumir suas responsabilidades de forma consciente e sem subterfúgios. Para os dirigentes do negócio, isso envolve prestar contas de sua atuação de forma clara, compreensível e tempestiva, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões.

4. Responsabilidade Corporativa

A responsabilidade corporativa está ligada ao papel da organização perante a sociedade. Startups são criadas para impactar e modificar processos, tarefas, atitudes e padrões sociais. Com isso, carregam a responsabilidade pelos efeitos (externalidades) que causam na sociedade.

Além disso, a responsabilidade corporativa inclui zelar pela viabilidade econômico-financeira da organização e pela adequada gestão dos diferentes capitais envolvidos no curto, médio e longo prazo:

  • Capital humano
  • Capital intelectual
  • Capital financeiro
  • Capital ambiental
  • Capital social
  • Capital reputacional

POR QUE ASSUMIR A GOVERNANÇA EM STARTUPS?

Porque a Governança já é praticada desde as origens de um empreendimento!

A Governança Corporativa é uma jornada que evolui continuamente conforme a organização amadurece e assume novas responsabilidades.

No futuro, quando investidores estratégicos (como fundos de venture capital) identificarem seu projeto como uma oportunidade, eles vão querer implantar o próprio modelo de Governança. Mas, se você, como dono do negócio, já estiver estruturando seu modelo com a adoção de boas práticas, isso facilitará a atração de parceiros para impulsionar o seu tão sonhado empreendimento.